A extrema importância do jornalismo missionário

fazer conhecer a vida da Igreja e as experiências dos missionários é sentido do jornalismo missionário, difundir o espírito missionário

Redemptoris Missio fala explicitamente do papel “extremamente importante” da imprensa missionária, que faz conhecer a vida da Igreja e as experiências dos missionários e das Igrejas locais, nas quais eles trabalham. É justamente neste sentido que podemos falar de um jornalismo missionário, que tenha como finalidade difundir o espírito missionário.

Este termo foi usado e aprofundado pelo pe. Piero Gheddo, do PIME, que por mais de 40 anos foi diretor da revista italiana Mondo e Missione. Por jornalismo missionário ele entende a imprensa periódica missionária.

Jornalismo é um serviço social periódico de informação e formação. As revistas missionárias pela sua periodicidade e serviço social de informação e formação fazem parte do grande campo do jornalismo. O poder da imprensa, chamado hoje de “quarto poder” pela sua força de impacto nas massas, consiste principalmente nisso: formar as ideias, as convicções pessoais, baseadas no raciocínio.

Finalidade da imprensa missionária é formar nos seus leitores uma consciência missionária, isto é criar a convicção da urgência do problema missionário e o dever de todos os católicos de cooperar para isso.  Assim exprime-se João Paulo II na Redemptoris Missio:

Em nome de toda a Igreja, sinto o dever imperioso de repetir este grito de São Paulo: “Ai de mim se não evangelizar”. Desde o início do meu pontificado, decidi caminhar até os confins da Terra para manifestar esta solicitude missionária, e este contato direto com os povos, que ignoram Cristo, convenceu-me ainda mais da urgência de tal atividade a que dedico a presente encíclica. (…) A favor desta imensa Humanidade, amada pelo Pai a ponto de lhe enviar o seu Filho, é evidente a urgência da missão. (RM 1.3) 

A imprensa missionária, afirma Gheddo, não pode só se contentar em suscitar nos seus leitores um entusiasmo superficial para com a missão, mas deve propor-se a finalidade de formar nos leitores uma consciência clara de seu dever missionário. Por isso, o jornalismo missionário deve tratar os seguintes temas: Questões sociais, a questão da mulher, situação política de países emergentes, entrevistas e testemunhos, aproximar o mais possível o tema missão aos acontecimentos atuais divulgados pela grande imprensa, problemas culturais e consciência universal, a vocação missionária.

Não basta usar os meios da comunicação para difundir a mensagem cristã, mas precisa integrar esta mensagem na nova cultura criada pela comunicação moderna.


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Vimos a revista como mediação entre emissor e receptor, um meio que tem ainda o seu valor e está em crescimento, mesmo diante dos desafios das novas tecnologias do mundo digital, tecnologias aliás, que a revista Mundo e Missão valoriza e integra na sua editora, colocando o conteúdo impresso on line

Vimos, também, como a missão na comunicação está presente nos documentos da Igreja e a novidade operada pela Redemptoris Missio, a respeito da comunicação, vista como um novo areópago, um novo espaço de missão.

Mesmo nesta nova cultura digital, a revista e o impresso continuam a ter seu valor como formadores de opinião e conscientizadores para uma animação missionária da Igreja local…uma sinergia fecunda entre a comunicação e a missão além-fronteiras, para que a revista Mundo e Missão, impressa e on-line, possa ser um instrumento válido de animação missionária, trazendo para o meio eclesial e a nossa sociedade, os testemunhos e as experiências dos missionários e missionárias brasileiros e de outros países, que evangelizam além- fronteiras.    

texto adaptado e originalmente publicado no livro “Entre meridianos e paralelos” do padre Pedro Facci, PIME


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