Índia: a missão de cuidar à distância

Padre Mateus Didonet, originário de Brasília, é missionário do PIME na Índia desde 2018, segue o projeto social “Cuidado à distância”

Padre Mateus Didonet, originário de Brasília, é missionário do PIME na Índia desde 2018, segue o projeto social “Cuidado à distância”. O projeto assegura cuidados básicos de saúde e educação para atender crianças em ambientes de extrema vulnerabilidade nos países de missão.

Uma das instituições que o projeto Cuidado à distância apoia é a Lok Seva Sangam, a ONG fundada pelo padre Carlo Toriani, também missionário do PIME, há quase 40 anos.

A instituição trabalha apaixonadamente para melhorar a saúde, oferecer educação gratuita e acesso a centros de aprendizagem para os desprivilegiados e marginalizados da sociedade, melhorar o nível nutricional, principalmente em crianças, e impactar o desenvolvimento social e econômico de famílias carentes por meio dos centros de orientação.


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DESAFIOS ESCOLARES

Padre Mateus relata que, na Índia, após os anos de creche, as crianças vão à escola que os pais escolherem, seja pública ou particular, distantes ou próximas. O importante é que tenham inglês como primeira língua, ou a língua do estado onde as crianças residem, ou a língua que a família fala. Independente da escolha, a criança deverá estudar três línguas, mas a maioria vai para a escola pública local, de baixa qualidade, e acaba não aprendendo bem nenhuma das três línguas. Por isso, A Lok Seva Sangam decidiu dedicar longas horas para o reforço escolar. Praticamente, todo o conteúdo é reensinado.

GESTO DE CUIDADO ALÉM-FRONTEIRAS

Além do reforço escolar, as crianças têm acesso a passeios, programas culturais e atividades esportivas, inclusive capoeira, ensinada pelo mestre Chicote, um brasileiro que reside em Paris, mas que conseguiu patrocínio para ensinar nas favelas da Índia, a cada verão. Sem o apoio do governo, essas atividades só são possíveis graças aos recursos querem de fora: do Brasil e da Itália, através do projeto.

“Achei um lugar para espalhar para o mundo o que realmente transforma: cuidado em forma de carinho e educação”

Paulo Puppin, um padrinho

Qualquer pessoa no Brasil pode ter um afilhado nas missões, recebendo uma correspondência com seu nome, foto e, anualmente, cartinha e boletim escolar da instituição, explicou o padre Mateus. O padrinho ou madrinha é então convidado a “cuidar à distância” do seu afilhado, rezando por ele e dando a contribuição que permite que ele continue seus estudos.

Visite o site: cuidadoadistancia.com.br

texto publicado na seção “PIME” na edição de abril número 251° da revista Mundo e Missão. Gostou da matéria? Seja um nosso assinante


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