Piero Gheddo: Missionário das comunicações

Piero Gheddo (1929-2017) foi um homem privilegiado. Soube aproveitar o momento favorável da Itália, da Igreja e das missões para colocar seu talento no jornalismo

Piero Gheddo (1929-2017) foi um homem privilegiado. Soube aproveitar o momento favorável da Itália, da Igreja e das missões para colocar seu talento no jornalismo.

Chegou a Milão como seminarista, em meados da década de 1940, quando começou a escrever sobre “coisas” missionárias. Colocou-se como jovem sacerdote na redação de “Mondo e Missione”, ainda quando a revista era “Le Missioni Cattoliche” (1872-1969). Mais tarde, trabalhou na Sala de Imprensa do Vaticano durante o Concílio Vaticano II (1962-65). Colaborava em vários jornais. Viajava a países e missões ao redor do mundo para entrevistar missionários e documentar as realidades locais e seus desafios religiosos, sociais, humanos. Foi repórter de guerra na Indochina nos anos 1970.

A atividade missionária era agora muito diferente da das décadas anteriores ao Concílio Vaticano II, mas nessa “revolução” pastoral não lhe faltava o entusiasmo. Não só os institutos missionários continuaram a enviar jovens em missão, mas nasceram novas comunidades e, sobretudo, cresceu o movimento missionário leigo e o voluntariado internacional; novas formas, em comparação com as estritamente clericais, muito eficazes no passado, mas agora consideradas um tanto “obsoletas”. O que ainda era chamado de “Terceiro Mundo” surgira da era colonial. Na América, o movimento pelos direitos civis desafiava o preconceito branco. Jovens europeus, incluindo católicos, desencadearam o polêmico ano de 1968 para a Igreja e para o mundo.


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Nesse contexto cultural Gheddo escrevia, debatia, argumentava, organizava campanhas. Por muitos anos havia pedido para ir para a missão, mas também queria continuar a fazer o trabalho que considerava tão importante. Havia entrado na lógica e na dimensão da “aldeia global” desde muito jovem. Era profundamente um homem de comunicação social. Na era da Internet e das mídias sociais, sua capacidade de trabalhar e sintetizar inundara, de exemplos e pensamentos de bem, tais veículos de informação.

*Artigo escrito por padre Giorgio Licini, missionário do PIME na Papua Nova Guiné. Adaptação pela Redação de Mundo e Missão

texto será publicado na íntegra na seção “Testemunho” na edição de maio número 252° da revista Mundo e Missão. Gostou da matéria? Seja um nosso assinante


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