Redes sociais, novos meios de evangelização e animação missionária

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A pandemia deu à Igreja, no mundo inteiro, uma certeza: redes sociais e meios de comunicação, tradicionais e digitais, são ferramentas para evangelizar e levar a todos os cantos do planeta a mensagem de amor e de misericórdia de Deus.

Com a igrejas fechadas e com as atividades litúrgicas e pastorais suspensas ou limitadas, padres, religiosos e leigos redescobriram o valor dos meio de comunicação.

Os missionários do PIME confirmam esta tendência. Muitos deles, durante esses dois últimos anos, usaram e ainda hoje estão usando diferentes meios de comunicação para continuar as atividades pastorais e sobretudo para fazer animação missionária e vocacional.

Vamos ver alguns exemplos virtuosos.


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Itália: o Centro Missionário PIME de Milão potenciou as comunicações pelas redes sociais

A Itália foi o epicentro mundial da pandemia, principalmente na primeira parte da emergência. E Milão, onde nasceu o Centro Missionário do PIME, foi uma das cidades mais afetadas pelo vírus.

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O centro fechou e as atividades foram suspensas: mas os padres que moram lá descobriram o poder das mídias sociais e decidiram divulgar, ao vivo, missas, orações, terços.

Assim, meios que até aquele momento eram usados unicamente para divulgar as atividades do centro, tornaram-se canais de evangelização.

Estamos na frente de um evento que está mudando a nossa vida, como a samaritana foi na frente de Jesus e Ele conseguiu mudar a vida dela. A presença de Jesus ajuda para entender que sempre a vida vence. Também nós fechamos as nossas portas, como sinal de responsabilidade. Mas fechar as portas não significa fechar os corações. Então, as atividades continuarão pela internet

Padre Mario Ghezzi, sacerdote italiano que viveu 11 anos no Camboja e que agora dirige o Centro Missionário do Pime

Tailândia: site, app e YouTube para ajudar os catequistas

No norte da Tailândia, nas aldeias do distrito de Mae Suay habitadas por tribos de montanha, uma cena singular se repete todas as noites ao entardecer: “Fileiras de pessoas, jovens, mas também velhas, com telefones celulares nas mãos, partem para alcançar os picos mais altos, perto de onde chega Internet, para poder comunicar com familiares que emigraram para trabalhar”.

Padre Marco Ribolini, sacerdote missionário do PIME, é testemunha de várias mudanças culturais que estão acontecendo na Tailândia, principalmente na área de Chiang Rai. A chegada da Internet e das redes sociais está revolucionando muitos aspectos da vida cotidiana e portanto, consequentemente, da missão.


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A pandemia do coronavirus, neste sentido, talvez tenha representado a viragem decisiva, impulsionando indivíduos e comunidades a encontrarem novas formas de proximidade “virtual”, no trabalho e nas relações pessoais, na escola e na paróquia.

Percebemos que através da Internet podemos chegar a muitos dos que vivem nas localidades mais remotas da floresta e que muitas vezes conseguimos nos encontrar raramente pessoalmente, talvez para uma missa a cada dois ou três meses

Padre Marco Ribolini, missionário do PIME na Tailândia

O sacerdote lançou vários projetos usando as redes sociais e as potencialidades da web. O mais importante foi a criação de um site e de um app para divulgar orações, reflexões, meditações.

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No YouTube está sendo criado um canal para ajudar os catequistas a encontrar material formativo e para os encontros com os formandos.

Camboja: como uma igreja jovem está usando as mídias sociais

Até uma igreja jovem como a do Camboja não tem medo de usar as mídias digitais para a sua obra de evangelização.

“Dom Olivier Michel Marie Schmitthaeusler, bispo do Vicariato Apostólico de Phnom Penh, a capital do Camboja, sempre teve uma predisposição para os meios de comunicação social. Ele, que é missionário do Mep e bispo há dez anos, desde o ínicio da sua missão apostou nas mídias tradicionais e digitais. E nos últimos anos criou um grupo de profissionais para as comunicações sociais da Diocese”, conta padre Gianluca Tavola, missionário italiano do PIME, superior regional do instituto no Camboja.

Por isso, quando saiu a ordem de fechar as igrejas ele não estava despreparado. O bispo Olivier reuniu um comitê para mudar as atividades litúrgicas na Internet. O comitê decidiu que cada paróquia tinha que fazer a sua parte. Assim, cada dia, às 6h30 da manhã, a página Facebook da Diocese transmite ao vivo uma missa gravada numa das dez paróquias de Phnom Penh. À noite, às 19h, tem o terço

Padre Gianluca Tavola, sacerdote do PIME, superior regional do Camboja

“A igreja cambojana é muito jovem e por isso a missa de domingo ainda não é um hábito, até entre os católicos. É uma igreja iniciante, com uma fé fraca. Mas acho que nós estamos usando bem os meios digitais de comunicação e acho também que muitos jovens estão gostando das missas transmitidas pela Internet. No momento da comunhão, um leitor lê a passagem da comunhão espiritual”, acrescenta padre Gianluca.

Também as celebrações da Semana Santa e da Páscoa foram transmitidas pelas redes sociais: “Foi feito um livrinho que foi entregue nas famílias do fiéis cristãos. Esse livrinho ajudou as pessoas a acompanhar as liturgias e as missas. Assim não se perdeu o valor do momento mais importante do ano para nós cristãos. Foi feito um trabalho excelente”.


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