Continuam as violências em Mianmar: 6 padres foram presos pelo exército

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Em Mianmar, militares birmaneses prenderam e libertaram seis padres católicos e um leigo na vila de Chan Thar, na arquidiocese de Mandalay, 700 km ao norte de Yangon.

Dominic Jyo Du, Vigário Geral da Arquidiocese de Mandalay, confirmou a notícia à Agência Fides: a noite entre 12 e 13 de junho, soldados birmaneses invadiram o complexo da igreja da Assunção e a casa adjacente prendendo o pároco e outros sacerdotes que estavam com ele.

Uma operação contra a Igreja

A operação foi motivada pelo fato de que, segundo alguns informantes, alguns parlamentares da Liga Nacional para a Democracia estão escondidos em igrejas católicas e mosteiros budistas.

Na blitz noturna, os militares arrancaram o portão do complexo da Igreja Católica da Assunção, construída há 200 anos pelos missionários franceses das Missões Estrangeiras de Paris (MEP).


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Devido à chegada do exército, muitos moradores, incluindo idosos, mulheres, doentes, fugiram para as florestas próximas e no dia seguinte, ao final da operação, voltaram para suas casas.

Depois de uma noite de interrogatório sob custódia, no dia 13 de junho, por volta das 13h30, todos foram libertados: “Foi ainda uma experiência terrível, de caráter intimidador. Não foram maltratados ou torturados, mas, quando um padre foi mandado tirar o seu hábito sagrado, o pároco objetou, dizendo que eles também podiam matá-lo, mas ele não o faria”, relatou o padre Dominic Jyo Du.

E continuou: “Ele era corajoso. Os militares não insistiam e eles os respeitavam. Às vezes os militares respeitavam os homens de Deus, às vezes não. Depende das pessoas”.

O que está acontecendo em Mianmar

Passaram já três meses desde o golpe militar em 1º de fevereiro e o caos ainda reina em Mianmar. 7


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Os protestos – que estouraram em várias cidades e fortemente reprimidos pelo exército, com um número de mortos de mais de 750 – continuam apesar dos limites impostos à mídia: cortes noturnos de internet por 70 dias e queda na cobertura móvel.

ONU condenou o golpe e apelou à junta militar pela paz e diálogo para fazer cumprir os direitos humanos e acabar com a violência.

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