O testemunho de John NgwaZar Dee, catequista e missionário em Mianmar

catequista missionário mianmar

Levar o Evangelho “até aos confins da terra”: com este espírito, o catequista John NgwaZar Dee, de 72 anos, continua a sua obra missionária que já dura 50 anos, em Mianmar.

John NgwaZar Dee é o primeiro catequista da tribo indígena Lisu da diocese de Myitkyina, no estado de Kachin, no norte de Mianmar. Ele foi o primeiro missionário em Zang Yaw, um lugar remoto nos territórios da paróquia de Putao sob a diocese de Myitkyina.


LEIA TAMBÉM: CONTINUAM AS VIOLÊNCIAS EM MIANMAR, 6 PADRES FORAM PRESOS PELO EXÉRCITO


Catequista e missionário nas áreas remotas de Mianmar

Ao chegar à aldeia, entre índios Lisu e Rawang, começou a ler o Evangelho e a falar da salvação que Cristo Jesus dá, dirigindo-se a pessoas que nunca tinham ouvido falar dele.

Para chegar à aldeia, como relata a Agência Fides, é preciso caminhar 15 dias por caminhos acidentados e pedregosos. O pároco da igreja de Putao dificilmente consegue chegar àquela zona inacessível, por vezes nem uma vez por ano, devido ao longo percurso.

Mas apesar da distância, o catequista John, quando era mais jovem, visitou a aldeia 14 vezes, semeando o Evangelho. Graças ao seu zelo missionário e ao seu exemplo de vida, quase todos os habitantes da aldeia e aldeias vizinhas, atraídos pela mensagem e figura de Cristo, pediram para ser batizados e abraçaram a fé católica.

“Costumo repetir para mim mesmo as palavras de Jacó: se aceitamos o bem de Deus, por que não deveríamos também aceitar o mal?”, explica à Agência Fides. “Deus não abandona seu povo. O Senhor me dá forças. Eu não trabalho para o louvor dos homens, mas para o Reino de Deus. As pessoas às vezes te louvam e às vezes te desprezam. Mas o Senhor é fiel, ama e perdoa . sempre”.

Para os fiéis da etnia Lisu e Rewang, o catequista John é uma referência sólida. Em seu constante trabalho de catequese, que durou muitos anos, nunca quis recompensa deles: “A recompensa me foi dada pelo Senhor. Até agora nem tenho uma casa. A casa em que moro agora não é minha, mas eu não me importo nada porque o Senhor está comigo“.


LEIA TAMBÉM: DEFICIÊNCIAS EM MIANMAR, UMA NOVA HUMANIDADE


Um exemplo para os jovens que querem anunciar o Evangelho

Seu testemunho também é precioso para os jovens. Os jovens católicos e voluntários recorrem a ele e vão a aldeias remotas para realizar atividades de educação sanitária, educação e animação pastoral para os mais pequenos.

São os chamados “zetaman”, ou “pequenos evangelizadores”, figuras características da Igreja católica em Mianmar: estes jovens voluntários chegam a aldeias isoladas, em zonas inacessíveis, em zonas rurais e montanhosas e param por aí.

Eles compartilham a vida da comunidade por alguns dias, passam muito tempo com as crianças, em um estilo de presença feito de amor, amizade e simples partilha de vida. Se questionados, dão testemunho de sua fé, contam quem são e como o encontro com Jesus mudou suas vidas.


OUÇA O NOSSO PODCAST: MIANMAR, BATE PAPO COM PADRE ESTEVÃO


Zetamans: jovens missionários em Mianmar

Os “zetamans”, presentes em todas as dioceses de Mianmar, estão ao serviço da humanidade mais débil e abandonada.

As Igrejas pedem a seus jovens (maiores de 18 anos) que doem pelo menos três anos de sua vida para um serviço diocesano como “zetaman”, a serem enviados como jovens missionários em situações difíceis, nas aldeias montanhosas, entre pessoas em condições de extrema pobreza, no meio de conflitos armados.

Centenas de jovens realizam assim uma preciosa obra de evangelização e promoção humana que faz sentir a presença da Igreja “até aos confins da terra”.

doação ou assinatura mundo e missão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *