A minha vocação é a missão

Eder de Souza Gomes Cordeiro, próximo do diaconato na Itália, inicia o último ano no Seminário Teológico Internacional de Monza. Ele nos conta como nasceu a sua vocação e como se prepara para ser missionário

por André Guerra


Onde e como nasceu este desejo de ser padre missionário?

Posso dizer que sou um filho do PIME, pois nasci e cresci ao lado dos padres do Instituto em Sertanópolis, no Paraná. Muitos deles foram verdadeiros semeadores de fé e de amor à missão. Homens como os padres Adriano Scorzato, Antônio Turra e Benedito Libano de Souza, que plantaram e cultivaram não só a fé, mas o carinho pelo doar-se aos outros por toda a vida. Levado por padre Benedito ao Centro de Animação Vocacional de Ibiporã-PR, comecei, ainda na pré-adolescência, um caminho formativo e de discernimento vocacional, através do qual tive a oportunidade de conhecer outros grandes missionários, como os padres Luciano Morandin, Darci Augusto Alves e Jaime Coimbra. Este, eu iria reencontrar como vice-reitor aqui na Itália.

A sua família foi importante nesse processo, nessa procura?

Claro! Os meus pais tiveram sempre uma grande parcela pela forma com que educaram a mim e a meus irmãos. Eles são ainda pilares de sustentação da minha escolha para a vida sacerdotal missionária. Por isso, estou pronto para doar tudo quanto recebi de graça.

Por que o PIME? Ou seja, o que você encontrou “a mais” no PIME?

A vida além-fronteiras sempre me chamou à atenção, desde criança. Acima de tudo, porém, o que mais me chamou foi descobrir que muitas pessoas ainda não tinham contato com Cristo, e que existem lugares onde Jesus ainda não chegou. Como criança, aquilo sempre me deixava um pouco perplexo, porque todos os que eu conhecia eram cristãos: cresci com esses pensamentos. Estes, com o tempo, amadureceram ao ponto de eu decidir compartilhar Cristo com quem ainda não o conhece

O que mais o impressionou nos missionários que você conheceu?

Uma característica, em particular, que eu encontrei e encontro em todos os missionários é o brilho nos seus olhos quando falam das missões. Não me esqueço de uma frase que escutei do pe Luiz Miranda: “Sou brasileiro e amo meu país. Minha mãe e meus irmãos são brasileiros, mas minha grande família está em Guiné-Bissau, na África”. É esse tipo de experiência que eu sonho vivenciar.

O que você acha que signifique ser sacerdote missionário?

Ser sacerdote missionário é, não só evangelizar a quem ainda não ouviu falar de Jesus Cristo e nem levar a Palavra de Deus aonde ela ainda não chegou, mas é primeiramente vivenciar esse Evangelho que se faz vivo na própria carne quando se decide imitar a Cristo. Ser sacerdote missionário é também compartilhar o Salvador com o próximo, viver as alegrias e angústias de um povo, ser um testemunho concreto de Cristo presente no coração da comunidade.

Você tem um sonho para sua futura missão? Não apenas “para onde ir”, mas, em geral, o que você sonha sendo um missionário?

Meu desejo seria ir para a Ásia. É um continente que me fascina, pelo seu povo, pela sua história em geral. Mas meu verdadeiro sonho é fazer-me um verdadeiro instrumento de Deus, e poder dizer, como Paulo na Carta aos Gálatas, “nao sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20). Além disso, viver plenamente minha vida missionária, tendo em conta que a comunidade que me receber não é somente uma comunidade de missão à qual sou enviado, mas se torna a minha família. A experiência que já vivo na Itália é poder chamar muitos amigos de irmão e irmã, e sentir-me acolhido como parte de uma grande família.

texto publicado na íntegra na secção “Horizontes” na edição Setembro da revista Mundo e Missão. Gostou da matéria? Seja um nosso assinante! Quer ser missionário do PIME? Entre em contato: www.pime.org.br


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