Amar os inimigos

Lucas 6, 27-35

E
ste texto é a segunda parte do assim chamado “Discurso da Montanha”, que, porém, não aconteceu sobre uma montanha, como indicado pelos evangelistas; estes, na realidade, recolheram frases e ensinamentos pronunciados por Jesus durante toda sua vida em um único discurso, para que fossem mais compreensíveis e orgânicos para os primeiros cristãos aos quais se endereçavam. O Discurso da Montanha de Lucas é na realidade o discurso da planície. De fato, Lucas diz que depois de ter nomeado os apóstolos no monte, Jesus desce à planície para falar à multidão e a seus discípulos.
As duas passagens são simbólicas: a montanha descrita pelo evangelista Mateus, refere-se ao Monte Sinai, onde Moisés havia recebido as leis: agora, Jesus dá novas leis que completam aquelas já recebidas de Deus. A planície de Lucas é o lugar onde se pode reunir uma grande multidão e indica que a mensagem de fraternidade e caridade de Jesus é dirigida a todos os homens.

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Deus havia acabado de anunciar aos discípulos e à multidão as bem-aventuranças, a Boa-Nova do Reino de Deus que vem e muda a situação dos pobres, dos famintos e dos aflitos.

amar os inimigos 2
Jesus, não afirma que o cristão deve ser medroso, incapaz de agir diante da violência. Mas deve responder a violência com amor. É um novo modo de ver os relacionamentos com os homens. Amar os outros somente quando representam um valor para nossa vida, é egoísmo; o verdadeiro amor é querer bem sem procurar uma resposta ou uma recompensa.

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“Façam aos outros aquilo que deseja que lhe façam”.
Esta frase não foi inventada por Jesus, de fato a encontramos também em alguns escritos antigos de outros povos ou na própria bíblia. Por exemplo, em Confúcio, que viveu entre os séculos IV e V antes de Cristo, ou então, no livro de Tobias (Tb 4, 15).
Era, porém, uma frase usada sempre no negativo: “Não fazer aos outros…”. Com Jesus, a frase adquire um significado novo: não nos comportamos bem, nos diz Jesus, por egoísmo ou por viver calmamente, mas pela solidariedade e amor em direção aos irmãos.

amar os inimigos 4

A recompensa para aqueles que saberão perdoar e amar os próprios inimigos será o de se tornarem filhos de Deus. Não é somente a promessa de um lugar no Paraíso, mas a situação de bem-estar e de alegria que assume quem está amando e se sente amado pelo Senhor.

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