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Refletindo sobre a reforma da educação no Brasil

P
ensar a Educação no Brasil como um campo que necessita de significativas mudanças, com melhorias concretas e eficazes para alunos e professores, parece consenso. Contudo, trata-se de uma temática complexa que deve ser conduzida com responsabilidade por todas as partes envolvidas.

Recentemente foi levantada uma questão acerca do atual sistema educacional, após surgir a Medida Provisória nº746, de 22 de setembro de 2016, que traz como objetivo realizar uma reforma no Ensino Médio. Alguns pontos em debate são: aumento da carga horária anual, escola em tempo integral, flexibilização do currículo com disciplinas obrigatórias e optativas, professores lecionando em áreas diferentes em que foram licenciados, e o fim da obrigatoriedade da Sociologia, Filosofia, Artes e Educação Física.

O conceito de um novo ensino médio já estava em pauta através um Projeto de Lei (PL) do ano de 2008, que passou por modificações. Então, por que somente agora está sendo tão discutido pelos meios de comunicação e pela opinião pública?

Bom, a diferença é que o assunto surgiu por meio de uma MP, isto é, segundo a Constituição de 1988, assuntos com extrema relevância e urgência podem ter a força de lei, até passar pelo Poder Legislativo e, ser aprovada ou rejeitada.

Nesse sentido, é preciso que a condução do tema educacional seja levada com responsabilidade tanto pelo Estado e pelos governantes, quanto pela sociedade e pelos cidadãos. As ideias precisam amadurecer para ter um formato sólido, e isso só acontece através de uma reflexão saudável, na qual podemos ouvir a opinião do outro, mesmo que não concordemos com ele e onde expressemos nosso ponto de vista com respeito. Uma coisa é certa: o autoritarismo exclui o diálogo. Escutar um ao outro não é perda de tempo, é sabedoria.

Não podemos permitir que uma parte decida pelo todo, pois nós seremos os afetados. Fazer o exercício de transcender o conteúdo das disciplinas, pensando: como tudo o que aprendi na escola vai contribuir para eu me tornar um profissional qualificado e feliz com minha escolha? Será que tive a oportunidade de oferecer e aperfeiçoar minhas habilidades? Será que conheci e respeitei as habilidades do outro?

Não é preciso que nos fechemos em “caixinhas”: “humanas”, “exatas”, “biológicas”. É preciso coragem!

Publicado no Jornal Transceder de jan/fev 2017
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