Santa Luzia

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O heroísmo de uma jovem.

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“Um sinal perene, mas hoje particularmente eloquente, da verdade do amor cristão, é a memória dos mártires, aqueles que anunciaram o Evangelho dando a vida por amor.

O mártir, sobretudo em nossos dias, é sinal de um amor maior que sintetiza todos os outros valores. O crente que leva a sério a própria vocação cristã, para a qual o martírio é uma possibilidade anunciada já na Revelação, não pode excluir esta perspectiva de seu horizonte de vida. Os dois mil anos do nascimento de Cristo estão marcados pelo persistente testemunho dos mártires” (João Paulo II).

Estamos passando do tempo da fé tradicional para a fé escolhida, da fé acomodada para a fé missionária, do entusiasmo dos grandes números de cristãos para a humildade do fermento na massa, do sal da terra, da luz do mundo, da pérola escondida, da semente semeada. Da fé que se amolda aos costumes do tempo à fé que plasma heróis cristãos no meio de um mundo anticristão.

Os 20 séculos de cristianismo foram fecundados pelo heroísmo dos cristãos e pelo sangue dos mártires. O terceiro milênio já inaugurou um novo período de martírio de homens e mulheres que dão a vida pela justiça, pelo diálogo religioso e pela fidelidade ao Evangelho. Sem mártires, a terra cristã permanece estéril, pois é o grão de trigo enterrado que torna a terra fecunda.

O século XX foi, para o cristianismo, um século de tremendas provações: os filhos da Igreja tiveram que dizer não ao comunismo, ao militarismo, ao imperialismo, ao fascismo, ao nazismo e à dominação econômica sobre os pobres. Os cristãos foram levados aos tribunais e, muitos deles, do tribunal foram encaminhados para prisões sórdidas, para campos de concentração, de reeducação, para o martírio. Milhões deles morreram. Pouco sabemos deles, não temos a data de seu martírio, de alguns nem sabemos se permanecem vivos, como nos cárceres chineses e vietnamitas.

O martírio do século passado realizou misteriosamente um ecumenismo de sangue: foi derramado o sangue de católicos, de ortodoxos, de protestantes, de anglicanos, de batistas, luteranos, reformados. Nenhuma

Igreja deixou de levar ofertas ao altar do heroísmo. João Paulo II, em memorável celebração no Jubileu do ano 2000, reuniu no Coliseu romano os representantes destas Igrejas-testemunhas, e chamou a todos que morreram pela fé, indistintamente, de “testemunhas da fé”.

Houve casos em que uma Igreja inteira passou pelo martírio, como nos três primeiros séculos aconteceu com a Igreja, até então una e indivisa, frente ao Império romano: foi a Igreja ortodoxa russa, cuja “noite de dor” durou longos e ininterruptos 73 anos, de 1917 a 1990. O plano comunista era acabar com ela.

Foi a fé, porém, que venceu o comunismo. E a força da Igreja russa brotava de sua total confiança na ressurreição de Cristo. Diante dos carrascos, da polícia política, crianças e velhos, homens e mulheres foram torturados e mortos, mas seus olhos brilhavam ao proclamarem: “Cristo ressuscitou!”.

Celebrar os mártires, conhecê-los, não é motivo para termos prazer na dor. Seria estranho se o convite a seguir ao Senhor fosse acompanhado de um bilhete para o martírio. Com o Papa, afirmamos que é uma possibilidade inerente à fé, mas que é sempre fruto de uma situação injusta, em que o ser humano foi privado de sua liberdade interior e exterior. A memória dos mártires é a proclamação da liberdade humana: não vale a vida sem Deus, não vale a vida sem amor, não vale a vida sem liberdade de crer e de amar.

No final desta publicação oferecemos ao leitor alguns exemplos de mártires dos nossos tempos para que, todos, celebremos a beleza do amor cristão. Santa Luzia está entre os mártires da última grande perseguição movida pelo Império romano contra o cristianismo (304-311). No momento da morte, ela anunciou um tempo de paz para a Igreja. Entre os bens terrenos, o amor de um homem e a vida, Luzia escolheu a consagração total a Cristo. Seu nome significa “luz”. Esperamos que sua vida ilumine um pouco a estrada de nossa fé pessoal e o caminho das comunidades que a invocam como padroeira.

Pe. José Artulino Besen

Informação adicional

Peso 75 g
Dimensões 16 x 21 x 1 cm
Quantidade de Páginas

42

ISBN

85-87409-12-3

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