São Benedito

São Benedito

R$ 13,00

Deus é admirável nos seus Santos.

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REF: 36 Categoria Tag: ID do Produto: 2311

Descrição

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Os Santos são os mais humanos dos seres humanos e, por isso mesmo, são extraordinários. Suas vidas são sempre verdadeiras e, por isso, parecem ultrapassar a realidade. É nos Santos que temos um modelo plástico do projeto de Deus a respeito de cada um de nós. São eles o modelo acabado da vida evangélica.

São Benedito, o mouro, o negro, o etíope, é uma dessas criaturas que, de tão fantásticas, parecem não pertencer ao nosso mundo. Sua santidade, alegria, intimidade com Deus e com o ser humano, abundância de milagres, fazem dele um dos queridos santos do povo brasileiro, especialmente dos pobres e negros. Através da fé, São Benedito mergulhou nos mais profundos abismos do amor divino, deles ressurgindo para o amor humano. Nenhuma mágoa, nenhuma tristeza nesse frade que teve pais e irmãos escravos.

A pessoa de Benedito é um monumento ao perdão, à fraternidade. Um negro analfabeto, por Deus transformado em doutor das realidades sagradas. Um negro pobre que tudo tinha para ser derrotado, mas que, pela graça divina, converteu-se em conselheiro e mestre de doutores, cardeais, vice-reis, religiosos e leigos, ricos e pobres.

O culto a São Benedito se insere nos casos, não tanto raros, de santos “canonizados” pelo povo. Três anos após sua morte, o tribunal eclesiástico já contabilizava 27 milagres atribuídos à sua intercessão. O papa Clemente VIII, em 1592, ao ler a vida de Benedito ficou tão impressionado que o chamou de “beato”. E assim passou a ser chamado pelo povo, cardeais, bispos, reis: beato sem beatificação.

O culto a São Benedito espalhou-se e firmou-se de tal modo que, em 1743, o papa Bento XIV autorizou seu culto público, fato extraordinário, pois já havia altares de São Benedito em centenas de igrejas. Finalmente, em 23 de junho de 1807, o papa Pio VII o canonizou, 218 anos depois de o povo tê-lo feito. Entende-se a demora: a vida e os milagres de Benedito eram tão excepcionais e admiráveis que parecia mais fácil duvidar de tudo e atribuir a devoção à superstição popular. Sua vida era um rio de alegria e santidade levando ao entusiasmo todos os que com ela tinham contato.

E há um peso, não leve, no constrangimento de ter-se um Santo negro numa sociedade católica que admitia a escravidão, com as mais altas autoridades da Igreja tendo escravos. As coisas não fechavam bem.

Seu culto teve uma difusão somente comparada, na Igreja, a de São Francisco, Santo Antônio e Santa Rita e, nos dias de hoje, ao Pe. Pio, São Pio de Pietralcina. Em 1619 já se realizavam procissões com sua imagem em Lisboa e, em 1686, havia uma Irmandade de São Benedito, com festa e procissão, em Salvador da Bahia. O Brasil logo o adotou em suas igrejas.

Agradeço a Deus por poder oferecer ao leitor brasileiro esta pequena biografia de São Benedito. Agradeço, de modo especial, a Dom Jacinto de Brito Sobrinho, bispo diocesano de Crateús, no Ceará, por ter-me estimulado a escrevê-la. Meu mais sincero reconhecimento à Profa. Giovanna Fiume, de Palermo, pelo material abundante e moderno que me enviou e, de modo particular, ao Pe. Giuseppe Finlândia, do PIME, que saiu pela Sicília buscando material e fotografando os locais de São Benedito. Deus lhes abençoe a generosidade e disposição.

Pe. José Artulino Besen

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Informação adicional

Peso 75 g
Dimensões 16 x 21 x 1 cm
Quantidade de Páginas

42

ISBN

85-87409-11-5

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