Teatros Educativos

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Dramatizações sobre temas e datas importantes do ano.

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Pode-se afirmar que as primeiras representações ocorreram já na idade da pedra, pois o caçador, ao voltar do trabalho, como ainda hoje acontece, tinha interesse em contar suas aventuras para os amigos e, como ainda não haviam desenvolvido a linguagem falada, encenavam os fatos ocorridos.

Porém, para ser mais científico, a peça mais antiga que se conhece é um drama religioso egípcio, escrito em 3200 a.C., que relata a história do assassinato do deus Osíris por seu irmão Seth. O texto dessa peça, escrito num papiro, foi descoberto por arqueólogos em Luxor, em 1895. Contudo, os espetáculos teatrais surgiram sobretudo na Grécia. Lá o teatro floresceu graças à genialidade de seus dramaturgos que contavam histórias dos seus mitos, representadas em espaços parecidos com os teatros de hoje. Também as máscaras que simbolizam o teatro vêm daquela época, pois as mulheres gregas, por não serem consideradas cidadãs, não podiam encenar, e o homem tinha que fazer os dois papéis.

Na Idade média surgem os famosos Saltimbancos, aquelas companhias que iam de cidade em cidade apresentando suas peças. Eles, de certa forma, sobreviveram aos poucos circos que ainda existem.

Como essa arte sempre esteve presente na história da humanidade, pode-se facilmente compreender a rica arte que temos: Ópera, teatro-dança, teatro de rua, musicais, teatro de bonecos e ainda os nossos teatros populares ou comunitários. Mas como não queremos exaurir todo o conteúdo da história do teatro, e nem é possível fazê-lo neste pequeno espaço, vamos ao que interessa.

É um fato que o teatro sempre teve grande aceitação popular, isso é comprovado sobretudo pelas inúmeras iniciativas realizadas no contexto da pastoral das paróquias: encenações por ocasião da primeira comunhão, da festa do padroeiro e, acima de tudo, do Natal e da Paixão e Morte de Jesus Cristo. Grupos de jovens, Catequese, Infância Missionária, enfim, toda a comunidade acaba participando de forma direta ou indireta.

Com um solo tão fértil, existe uma enorme possibilidade de transmitir a mensagem Evangélica através do fascinante jogo de imaginação que uma peça proporciona, pois, o texto encenado deve ser provocador de reflexões e iniciativas. Mas, para que isso aconteça, não basta a improvisação, é necessária uma boa dose de ‘formação’, seja individual ou grupal. Mas, antes, vejamos como formar um grupo de teatro.

Para iniciar um Grupo de teatro popular é preciso muito discernimento. “Num só corpo há muitos membros, e esses membros não têm todos a mesma função”. (Rm 12,4). Não adianta querer fazer parte de um grupo teatral se o carisma da pessoa é outro. Procure-se, portanto, aquelas pessoas que têm facilidade para se expressar, comunicar, gesticular. Existem muitos atores em potencial. O que falta, muitas vezes, é apenas um empurrão inicial e uma boa formação.

O grupo não precisa ser grande, pois isso dificulta os encontros periódicos. Quando houver necessidade de mais participantes, convide-se outras pessoas. Também é de suma importância que se crie um clima de muita fraternidade entre os membros. As apresentações têm melhor resultado quando há afinidade entre os atores.

Muitos grupos podem cair num erro prejudicial, embora natural: a busca da FAMA. Embora seja uma tendência humana, o grupo que assume o teatro comunitário como meio de evangelização, não pode incorrer no erro de priorizar grandes “espetáculos”. João Batista já alertou: “É preciso que ele cresça e eu diminua”. (Jo 3,30).

A falta de formação pode ser a maior causa de certas apresentações que acabaram frustradas. No fim chega-se a conclusão que o texto era bom, que a “plateia” ficou atenta e que o ambiente (palco) era propício. Então, o que faltou? É fácil responder: faltou “formação” para o grupo.

É indispensável que um grupo teatral tenha pelo menos um encontro mensal de estudo. E os temas para o aprofundamento não se limitem à arte cênica. Temas de liturgia, psicologia (emoções), teologia e estética não podem faltar. Enfim, o ator não deve se preocupar apenas com seu texto, mas também com a emoção da plateia e o ambiente; fatores, entre outros, responsáveis pelo êxito da apresentação.

Procurar a ajuda de professores, profissionais da arte cênica e pessoas carismáticas no setor que existem na comunidade. Não deixar também de estar sempre lendo crônicas e obras que incentivem a imaginação teatral.

Há uma carência grande quanto a subsídios, seja porque não há pessoas que escrevem peças, seja também porque os textos existentes precisam de uma adaptação para o teatro comunitário.

A Equipe do Jornal Missão Jovem, consciente desta necessidade, há tempo vem publicando celebrações, teatros e encenações que acompanham e ajudam os grupos. Sabemos que muitos grupos surgiram com a ajuda desses subsídios.

Nos últimos anos, o interesse por esse tipo de conteúdo tem aumentado. Em vista disso, a equipe de redação do Missão Jovem apresenta mais uma de suas produções, o livro: TEATROS EDUCATIVOS:  dramatizações sobre temas e datas importantes do ano. A partir de datas celebrativas e temas atuais, as peças querem motivar e ajudar as comunidades, escolas e grupos na realização de reflexões sérias sobre os conteúdos representados.

Temos certeza de que este livro será de grande apoio, seja para os grupos teatrais existentes, como também motivador para o surgimento de outros grupos que, através da arte teatral, promoverão o crescimento do povo.

Os organizadores.

Etori Caldeira de Amorim
Giovani Alberton Ascari
Roseli Cassias Pereira
Mauri Luiz Heerdt

Informação adicional

Peso 340 g
Dimensões 16 x 23 x 2 cm
Quantidade de Páginas

184

ISBN

85-87409-05-0

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