O MOSAICO

Um projeto de luz: homens novos

mosaico

“Ó Deus, tu és o meu Deus ….”

Eis aqui uma inaudita síntese de maravilha e graça! Como é misteriosa esta afirmação de fé com a qual o fiel não só reconhece a existência de um Ser Supremo, mas que também  O define com precisão! Um Ser transcendente. Isto é bem compreensivel na esfera das relações humanas: ter alguém que vive para você, com você, é normal. Esta é uma doce experiência, embora reserve rotas escondidas que reduzem e recolocam esta relação, à medida que ela avança no conhecimento.

Mas é preciso realmente ter um Deus para nós? Para muitos, não. É suficiente o cotidiano da vida familiar, social, política. Mas há uma pergunta: de qual Deus estamos falando? De que espécie é esse Deus que temos interesse? E como entra na vida dos homens Aquele que está acima das coisas terrenas?

Desde a aurora te procuro

A percepção do brilho do sol que emerge da escuridão e se afasta do horizonte revela um imediato espaço de luz nítida e forte que se aproxima na abóbada celeste, produz um encanto interior e enche  os olhos de alegria. As coisas tomam gradualmente cor e espessura e se distinguem, rasgando o anonimato em que foram enroladas.

Neste cenário ainda impreciso de luz e trevas o olhar do homem busca, provoca espera e é curioso. Como os olhos precisam se acostumar lentamente com a luz solar, da mesma maneira eles se refinam para individualizar na primeira claridade os sinais do Esperado.

“Vamos nos apressar para conhecer o Senhor; sua vinda é certa como a da aurora; ele virá a nós como a chuva, como a chuva da primavera que irriga a terra.”(Os 6,3).

Em Deus

O verdadeiro lugar do encontro com Deus é o coração, o nosso espírito, porque Deus lá vive. Na verdade, esta é uma afirmação um tanto arriscada, porque parece quase que um convite como a falar a nós mesmos e a nos convencer de que nós somos Deus!

 Na realidade, é só no encontro limpo e transparente com as pessoas, no doce vínculo de amizade e na intensidade construtiva do amor, que entramos no santuário de Deus e o experimentamos através do rosto humano, que é imagem e semelhança de Deus (cfr. Gn.1,27); Ao carregar os traços e desejos Dele, evoca-se a nostalgia das origens e, ainda mais, a sede de êxtase e felicidade que se alcança em plenitude no momento do encontro definitivo com o Pai, que está no céu. Este é o “poder e a glória” a contemplar no mergulho daquela misericórdia e daquele amor que procuramos, desejamos, e que, de alguma forma, foi implementado ao longo dos caminhos da nossa vida, e agora nos é dado para sempre.

Perguntas

-Em que tipo de Deus temos interesse? E como entra na vida das pessoas Aquele que está acima das coisas terrenas?

-Estamos acostumados a rezar o Salmo para manifestarmos os nossos sentimentos a Deus? Reservamos dez minutos de oração a cada dia?

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