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Costa do Marfim: Terra Hospitaleira

Pe. Benedito Junior na Costa do Marfim
Pe. Benedito Junior durante uma visita nas aldeias

Bon arrivé! Akwaba! Kanubla! Essas saudações refletem a riqueza linguística e cultural do país. Isso ocorre porque um país pequeno como é a Costa do Marfim, com aproximadamente o mesmo tamanho do estado do Mato Grosso do Sul, é habitado por vários povos diferentes. Ao todo, são cerca de 60 etnias, cada uma com sua própria cultura, língua e crenças. A população marfinense é caracterizada como um mosaico cultural agrupado em quatro grandes grupos étnicos: Mandé, Krou, Gour e Akan. Essa pluralidade faz do país um símbolo de convivência e hospitalidade, características que lhe renderam o título de “país da hospitalidade”. Boa parte dos povos que hoje habitam o território marfinense é descendente de imigrantes provenientes de outros países da África Ocidental.


Embora o francês seja a língua oficial, legado dos colonizadores, cada etnia mantém sua própria língua. Entre elas, destaca-se a Dioula, pertencente ao grupo Mandé, amplamente utilizada como língua comercial em todo o país devido à predominância dessa etnia nas atividades mercantis. Essa riqueza linguística convive em harmonia, reforçando a unidade nacional. Cada marfinense que encontra você, sabendo que é estrangeiro, recebe-o com um caloroso “Akwaba”, que significa “Seja bem-vindo”.


Originária do grupo Akan e usada pelos povos Agni e Baoulé, essa saudação foi adotada como expressão nacional, refletindo o calor humano e a receptividade dos marfinenses. Entretanto, se formos acolhidos no vilarejo onde está localizada a sede da Paróquia Santo


Antônio de Pádua, em Ouassadougou, a população local nos receberá com um caloroso “Kanu Bla”, que também significa “Seja bem-vindo” na língua do povo N’guén.


A hospitalidade marfinense foi destaque durante a Copa Africana das Nações 2023, organizada pela Confederação Africana de Futebol (CAF).


Além de conquistarem o título no futebol, os marfinenses foram muito elogiados pela calorosa recepção aos visitantes que prestigiaram o evento.


Independentemente da língua ou etnia, quem vive na Costa do Marfim reafirma diariamente os valores expressos em seu hino nacional: um país que se orgulha de ser uma “terra de esperança e hospitalidade”.


Padre Benedito, a cada mês neste ano, contará mais sobre as suas experiências e aventuras na missão na rubrica "Projetos PIME" na revista Mundo e Missão, assine a revista para conhecer mais a sua missão. Quer colaborar com este projeto? Clique aqui



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