A semente que cresce…

A jovem Marissol Martins, de 24 anos, mora em Londrina, no Paraná, e fez uma missão na Costa do Marfim, na África. Vamos conhecer a experiência da Marissol?

Marissol Martins

Marissol Martins em missão na Costa do Marfim

O
ardor missionário nasce quando o nosso amor por Jesus transpassa as paredes de uma igreja. Sentia-me assim e queria poder fazer mais do que apenas participar de grupos de base, o que não me motivava. Ao conhecer a Juventude Missionária, o que era uma sementinha acabou brotando e crescendo além do que eu imaginava.

Outros jovens e eu fomos convidados a participar do projeto JUMP (um projeto em parceria do PIME com os Xaverianos) e a missão, que já era parte teórica do cotidiano, se transformara em algo concreto. Foram quatro encontros no decorrer de um ano, que pautavam a espiritualidade, a cultura e o ardor missionário dos jovens encontristas. Após recebermos as destinações, nos programamos para arrecadar fundos para as passagens e continuar a nos preparar espiritualmente.

Dois jovens e eu fomos destinados para a Costa do Marfim, na África, em dezembro de 2015. Seguimos para a missão em dezembro de 2016. Um ano exato de preparação para tudo o que tínhamos sonhado.

Diferente da ideia que temos de um continente inteiro que passa necessidade em relação à fome, a Costa do Marfim é bem estruturada. É um país que tem contratempo em determinada época do ano, quando as plantações – principal renda familiar da maioria da população, principalmente as famílias do interior – acabam após as chuvas.

Uma das dificuldades que encontrei foi em relação à comida: não experimentei nada de “anormal” do prato brasileiro, porém a pimenta que compõe a refeição é extremamente forte para o nosso paladar. Sempre acompanhado de um caldo, a carne ou as ervas eram marinadas em pimenta absurdamente picante.

Outra questão em relação a “estranhamento” foi o machismo (sistema patriarcal) da região: o homem é que tem voz em todos os ambientes. Nas refeições, por exemplo, o homem come por primeiro, sendo que a mulher (que cozinha) come depois, e, por último, as crianças comem o que sobrar. Estas crianças também trabalham para o sustento da família, por menores que sejam (em sua maioria, meninos com o pai e as meninas com a mãe).

Mesmo com esses impasses, encontramos no país uma Igreja totalmente organizada. Lá, há grupos de corais, catequese, Legião de Maria, liturgia, grupos de jovens etc. Era contagiante a recepção e alegria das pessoas, principalmente das crianças, nas Missas e festas afins. Em geral, deixamos de lado momentos simples do dia a dia, julgando serem banais, mas que são tão importantes.

Jamais vou esquecer essa experiência apaixonante e que dá sentido à vida. O sorriso das crianças, as refeições, as danças e os festejos após as celebrações, a recepção, o cuidado e todo o carinho que tivermos por lá fazem parte agora da minha vida e estão em meu coração.

Marissol Martins – 24 anos – Londrina-PR

Adicionar Comentário

Seu endereço de e-mail está seguro conosco. Campos obrigatórios são marcados com *

Telefone: (11) 5549-7295
Fax: (11) 5549-7257
Rua Joaquim Távora, 686
04015-011 Vila Mariana, São Paulo - SP